quarta-feira, 4 de julho de 2018

A (falta de) estratégia mata a cultura de cansaço no final do dia


Normalmente se diz que “a cultura come a estratégia no café da manhã”. Isto significa que as empresas e pessoas fazem planos de como algo deve ser feito, mas aí outras pessoas acabam frustrando estes planos porque não fazem as coisas, ou porque não fazem direito, ou porque não querem fazer, ou porque pensam que devia ser feito de forma diferente. E aí a estratégia ou tática ou plano acaba logo no início.

Pois bem, o contrário também pode acontecer. Imagine uma empresa onde há pessoas motivadas, proativas e competentes que querem fazer melhorias e inovações. Mas a empresa não ajuda. Ou seja, a empresa não possui processos, infraestrutura, planos, metas ou objetivos estabelecidos para que a melhoria ou inovação aconteça. As pessoas motivadas tentam convencer outros; fazem planos, orçamentos, pareceres, diagnósticos e passam para seus superiores. Estes, por inúmeras razões possíveis, não “compram a ideia”. E as informações não seguem adiante. A mudança não acontece.

A pessoa motivada faz isto uma vez, duas vezes, mais vezes. Mas chega uma hora que ela desiste. Ela acaba entendendo que a estrutura da empresa não ajuda a levar adiante ideias de melhorias e inovações.

A conclusão é que este talento proativo acaba saindo da empresa ou acaba “achatado”, entrando na engrenagem ou fazendo parte do fluxo e desistindo de sugerir mudanças. Ou seja, a cultura de inovação e melhorias morre depois de um tempo, depois de tentativas frustradas, porque a empresa não possui estratégias para levar as ideias adiante.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Memória organizacional: como coletar, armazenar e recuperar conhecimentos explícitos e tácitos

Memória organizacional: como coletar, armazenar e recuperar conhecimentos explícitos e tácitos
(livro grátis)

LOH, Stanley. Memória organizacional: como coletar, armazenar e recuperar conhecimentos explícitos e tácitos. Porto Alegre, 2018.
Número de ISBN: 978-85-916683-9-7




Resumo:
Esse é um livro essencialmente prático. O objetivo é transmitir técnicas e métodos para ajudar pessoas e empresas a coletar, armazenar, organizar e recuperar conhecimento explícito. 
O conteúdo principal gira em torno de formas para armazenar conhecimento. Já que o conhecimento é diverso (representado pelo 3º V do Big Data), há muitas possibilidades de formatos para guardar conhecimento. Dependendo do formato, também haverá formas diferentes para recuperar conhecimento, as quais também são discutidas neste capítulo. 
Mas o livro também discute como se dá a coleta de conhecimentos e como podemos organizá-los. 
Também são discutidas formas para validar conhecimentos, isto é, para saber o que é verdade. Esta seção inclui um pequeno estudo sobre Fake News. 
Enquanto a primeira parte do livro fala de conhecimentos explícitos, a segunda parte trata da criação de conhecimento tácito e de modos para mantê-lo dentro da empresa. 
O livro começa discutindo a importância de coletar e armazenar conhecimentos explícitos, para que futuramente possam ser recuperados e reusados. Também discute a importância de gerenciar conhecimentos tácitos, os quais não podem ser armazenados em meios físicos, mas podem ser gerados e recuperados, mesmo estando na “cabeça” das pessoas. 
O capítulo 2 discute os 3Vs do Big Data, ou seja, como o volume, a velocidade e a diversidade de informações está afetando a vida das pessoas e as organizações. 
O capítulo 3 apresenta e discute técnicas para coleta de conhecimento, bem como aspectos inerentes a esta etapa, que podem inibir ou motivar pessoas a registrarem conhecimento.
O capítulo 4 apresenta várias formas que existem para armazenar conhecimento. Já que o conhecimento é diverso (representado pelo 3º V do Big Data), há muitas possibilidades de formatos para guardar conhecimento. Dependendo do formato, também haverá formas diferentes para recuperar conhecimento, as quais também são discutidas neste capítulo. 
O capítulo 5 discute formas para organizar o conhecimento, uma vez que ele se encontre armazenado. Isto facilitará a futura recuperação dos conhecimentos. 
No capítulo 6, são discutidas formas de validar o conhecimento coletado e armazenado, ou seja, como saber se é verdade ou não. 
O capítulo 7 começa a discutir conhecimentos do tipo tácitos. Neste capítulo, discute-se a importância do conhecimento tácito e como ele vem de pessoas inovadoras e visionárias. 
O capítulo 8 discute como a criatividade pode ajudar a gerar conhecimentos tácitos. Neste capítulo, são discutidas diversas técnicas para melhorar a criatividade. 
O capítulo 9 apresenta como adquirir conhecimento tácito pela sabedoria das massas ou multidões. 
O capítulo 10 trata do registro de patentes e como isto pode ser uma boa forma para registrar conhecimentos explícitos, seja sobre produtos ou processos da organização. 
O capítulo 11 complementa este livro falando da cultura organizacional e das diferentes dimensões culturais que existem. 


Baixar formato pdf

Baixar formato MOBI

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Livro "História da Agricultura e da Indústria no Brasil"

Este é um extrato do meu livro anterior “A História da Inovação e do Empreendedorismo no Brasil – e comparações com outros países”. 
Neste livro, são detalhadas as histórias da agricultura e da indústria no Brasil. Também há um capítulo sobre a história dos serviços no Brasil, e o livro finaliza com uma discussão sobre a história de colônia do Brasil que se estende até hoje. 
Veja o índice na Amazon.

Adquira o livro aqui. 




livro "De onde vem o Conhecimento: depois do diálogo entre Sócrates e Teeteto"

O objetivo deste livro não é explorar questões biológicas ou neurológicas sobre o funcionamento do cérebro para que possamos criar algo novo ou resolver problemas. A ideia é tentar categorizar os processos cognitivos que podem levar ao conhecimento novo, às descobertas, a soluções de problemas e aumento da inteligência.
O livro discute técnicas baseadas tanto no Empirismo como no Racionalismo. 
Veja o índice na Amazon.

Adquira o livro aqui. 


quinta-feira, 19 de abril de 2018

Livro "Uma breve história da Inovação e do Empreendedorismo no Brasil"

Esta é a primeira parte do meu livro anterior “A História da Inovação e do Empreendedorismo no Brasil – e comparações com outros países”. 
É um relato breve e rápido dos principais acontecimentos envolvendo os temas de inovação e empreendedorismo que merecem destaque na história do Brasil. 
Começaremos falando do Brasil antes de Cabral e seguimos pela chegada dos Europeus. Será necessário estudar as primeiras colonizações e explorações, incluindo os principais ciclos econômicos. 
Depois, vamos passar pelo início da República e as relações exteriores de comércio, especialmente as relações com o parceiro principal destas épocas, a Inglaterra.
A seguir, vamos detalhar o Brasil de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek, chegando até o governo militar, com o milagre econômico e a abertura da economia pós-ditadura. Será necessário falar das crises monetárias, da inflação, do Plano Real e vamos dar especial atenção à reserva de mercado da Informática. 
No Brasil mais recente, é necessário falar do custo Brasil, do endividamento do brasileiro, dos investimentos na infraestrutura, da Ciência e Tecnologia e da desigualdade. Também analisaremos alguns índices econômicos atuais. 


Adquira o livro aqui


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

O Consertador de Robôs - livro de ficção

Este é meu livro de ficção (quase científica).
A apresentação dele vai abaixo.

Peço aos amigos que me ajudem a divulgá-lo, compartilhando em suas redes.
O LIVRO É GRÁTIS.


Apresentação do livro:
Um especialista em Inteligência Artificial é chamado em diferentes cidades para resolver problemas com robôs e programas de software. As soluções precisam utilizar conhecimento técnico e perspicácia investigativa. Através de histórias independentes, em meio a emoções, sentimentos e intuições, o autor explica de forma lúdica como a inteligência artificial funciona e aproveita para discutir crenças, fé, ciência, ética e a condição humana.
O livro é sobre ficção científica mas aborda um futuro próximo e possível, usando o que já foi inventado ou está em desenvolvimento. Explica de maneira leiga o funcionamento e a aplicação de técnicas de inteligência artificial.
Durante a leitura, o leitor descobrirá que os robôs estão muito mais ligados a pessoas do que a peças,
metais, engrenagens e circuitos eletrônicos. E que nós humanos ainda somos uma peça importante para o bom funcionamento das tecnologias. O livro é sobretudo sobre pessoas.
O personagem principal, e também narrador das histórias, é fictício. Não foi inspirado em ninguém.





quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Os males da velocidade da informação

Os males da velocidade da informação – Direto para a sobremesa

O 2º V do Big Data é a velocidade das informações. Antes disto, estamos sendo soterrados por grandes volumes de informações (1º V). E tem ainda a Variedade de Informações, 3º V, que torna a vida ainda mais complexa.

A Velocidade é acelerada por novas tecnologias de transmissão de informações, como satélites, fibras óticas, 3G/4G e redes wifi. Mas também é impulsionada por aplicativos que permitem facilmente publicar ou postar suas próprias informações e compartilhar as dos outros na velocidade de um click.

A primeira consequência negativa é a necessidade de atualização constante. Como tudo muda muito rapidamente, inclusive modas e astros pops, temos que correr para ficar na “onda”. E as notícias correm rápido também, então temos que acelerar para estar a par de tudo. Isso cria um sentimento de estar sempre por fora de tudo.

A segunda consequência negativa é a falta de tempo para pensar, avaliar e tomar decisões. Isto nos impele a seguir com as massas, a não nadar contra a correnteza. Somos homens e mulheres massa como dizia Ortega y Gasset. Este sentimento de pensar como o grupo, e não querer discordar, ajuda a viver, pois não temos conflitos nem gastamos energia pensando. Aí entra a civilização do espetáculo que Vargas Llosa bem descreveu. Somos “maria vai com as outras” (ou “josé vai com os outros”).

A terceira consequência ruim é acelerar a tomada de decisão. Se no parágrafo anterior, eu disse que a tendência é não tomar decisões, quando vamos tomá-las procuramos usar nosso sistema rápido, como sugerido por Daniel Kahneman. Aí entram as intuições, emoções e instintos. O raciocínio lógico e o método científico sucumbem ante argumentos como “eu acho”, “eu sinto que”, “me parece que”.

A quarta consequência, decorrente das duas anteriores, somos mais facilmente influenciados. As empresas de marketing já descobriram a importância dos influenciadores na Internet e redes sociais. E isto funciona muito bem. Não temos mais opinião própria e sim a opinião dos influenciadores.

A quinta consequência é a falta de foco e de profundidade. Não temos tempo nem paciência para nos concentrar num assunto, para ler um texto inteiro, para nos aprofundar num tema. Nicholas Carr, no livro “Os Superficiais – O que a Internet está fazendo com nossos cérebros”, diz que isto inclusive está mudando nosso cérebro internamente.

Por fim, a pior das consequências: a busca por resultados de curto prazo. Ninguém mais tem paciência para esperar. A espera é um suplício. Antes era um prazer. Esperar o Papai Noel era um momento de ansiedade e ao mesmo tempo alegria. A dopamina a mil. E depois o prazer de recebê-lo e receber os presentes. Antes a gente comia o feijão com arroz de olho na sobremesa. Agora queremos a sobremesa logo. E assim o sexo antes do casamento e sem preliminares, a sexualização e o amadurecimento precoce de crianças, o salário antes do trabalho, jovens não querendo mais estudar e sim ganhar dinheiro (vide aumento de investidores na bolsa e em bitcoins), o sonho de criar um novo Facebook ou até mesmo a mega sena sem precisar trabalhar. Por isto o aumento de antidepressivos e outras drogas usadas para felicidade o quanto antes. Isto tudo explica o sucesso de negócios tipo Netflix, Aliexpress e outros de comércio eletrônico, Tinder, Whatsapp (ao invés de e-mail ou carta), fastfood, etc.

A consequência mais nefasta da velocidade de informações é a necessidade de recompensas imediatas e prazer acima de tudo, o puro hedonismo.

Mas há movimentos contrários como slow food e espaços gourmet, para cozinhar com amigos e com prazer, técnicas e espaços para meditação, templos religiosos para rezar, livros para ler e filmes para simplesmente chorar.

E para terminar, uma frase que vi pichada num muro: “A felicidade não é uma estação de chegada, mas um meio de viajar”.