Eu uso aplicativos como Kindle, Moon Reader ou Mobi Reader, para ler livros eletrônicos (formatos pdf, mobi, etc.).
Estes aplicativos funcionam em qualquer tipo de celular ou tablet e também têm versões para PC (desktop).
Aqui vão as razões por que só compro livros eletrônicos (e-books):
1) são mais baratos que livros em papel e não precisam pagar frete. Tu compra e já recebe no dispositivo móvel, na mesma hora.
2) tenho quase todos os meus livros no dispositivo (celular) ou na nuvem. Não preciso transportar livros físicos.
Se quero reler um livro, ele já está comigo.
3) a leitura é mais fácil, porque não preciso segurar um livro físico que é mais pesado. E passar páginas também é mais fácil. Dá para segurar o celular com uma mão e passar páginas sem usar a outra.
4) pode-se aumentar o tamanho da letra. Além disso, dá para alternar entre fundo e cor de letra (branco x preto). Letra branca no fundo preto é melhor para ambientes com pouca luz.
CUIDADO: em geral, os arquivos pdf aparecem como imagens. Então, ao aumentar o tamanho da letra, na verdade ele aumenta a imagem. E aí a linha fica maior que a largura da tela. Para ler é ruim porque precisa deslocar o texto para os lados. Mas no aplicativo Moon Reader, tem uma opção para extrair o texto da imagem. Assim, é possível colocar o tamanho de letra que quiser, e ele ajusta a linha para caber na largura da tela.
5) dá para ler no escuro e sem incomodar o parceiro ou parceira. Basta configurar a luminosidade. Assim, posso ler em qualquer lugar. Para ler livros físicos, preciso de um lugar com boa luminosidade.
6) quando eu paro de ler e volto em outra hora, ele volta para a mesma página onde parei.
Se tu estiver usando dispositivos diferentes, ele sincroniza. Ou seja, posso reiniciar a leitura em outro dispositivo que ele "lembra" a página onde parei.
7) eu gosto de fazer resumos. Há opções para fazer COPIAR+COLAR. Copio os trechos que quero e colo num documento texto.
Assim, tenho resumos de todos os livros que leio.
8) há opções para marcar partes do texto com cores (como as canetinhas coloridas em livros de papel). Dá para marcar também páginas. Eu não uso estes recursos porque uso o recurso anterior.
9) pode-se fazer buscas por palavras no texto. Ele traz os trechos onde a palavra aparece.
10) em alguns aplicativos, depois que tu tá lendo há muito tempo, ele bloqueia a tela para tu descansar os olhos.
11) pode-se ver o índice a qualquer momento. E é possível ir para qualquer capítulo ou seção que esteja no índice bastando clicar no título.
Obs: na verdade, eu ainda compro livros físicos. São aqueles que ainda não tem edição em formato eletrônico. Geralmente, são livros mais antigos. Neste caso, procuro olhar os livros usados no site Estante Virtual, que reúne os maiores sebos do Brasil. Ali eles indicam inclusive o estado do exemplar, se tem anotações, se está amarelado, rasgado, etc.
terça-feira, 24 de setembro de 2019
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
Livro "Disseminação de Conhecimento"
Disseminação de Conhecimento: como a informação se espalha e
por que as pessoas compartilham conhecimento, memes, fofocas e boatos.
Este livro é o terceiro de uma série ou trilogia sobre
conhecimento, começando com estes dois:
LOH, Stanley. De onde
vem o Conhecimento: depois do diálogo entre Sócrates e Teeteto. Porto
Alegre, 2018.
LOH, Stanley. Memória
organizacional: como coletar, armazenar e recuperar conhecimentos
explícitos e tácitos. Porto Alegre, 2018.
Resumo:
Este livro procura estudar como conhecimentos e
informações se espalham, procurando auxiliar os que pretendem melhorar suas
técnicas de comunicação, levando informação de mais qualidade, alcançando mais
pessoas e as pessoas certas, aumentando a velocidade da disseminação e
utilizando os recursos apropriados.
Na parte II, veremos como se deu a evolução da disseminação
de conhecimento e informações durante a evolução do próprio gênero Homo,
incluindo o surgimento da linguagem, da escrita e do alfabeto.
Na parte III, apresentamos os aspectos e fatores envolvidos
na disseminação, tentando explicar como a informação se espalha. Esta seção
discute como o tipo de rede física ou social pode interferir, como certos tipos
de pessoas impulsionam a disseminação numa rede, a força do hábito e da
imitação, a influência do grupo sobre indivíduos, a confiança e a reputação, a
atenção e as limitações da memória humana, etc. A seção também defende com
argumentos que o meio interfere na disseminação, ou seja, compara formatos como
texto, imagens e sons, e debate a comunicação verbal e a não verbal, dando
ênfase aos meios digitais.
Na parte IV, o livro debate o que motiva as pessoas a
compartilharem informações, sejam boas ou ruins, sejam verdades ou boatos. Esta
seção traz estudos científicos sobre técnicas de motivação de pessoas para o
trabalho e discute fatores como incentivos financeiros, fama e exibicionismo,
cooperação e virtude, altruísmo e reciprocidade, prazer e felicidade.
Na parte V, é discutida uma lista de barreiras à
disseminação de conhecimento e informações.
A parte VI trata dos sistemas de recomendação, que são
ferramentas e técnicas baseadas em software e sistemas de Inteligência
Artificial, responsáveis por filtrar e encaminhar informações para pessoas, sem
mesmo que estas precisem solicitar ou dizer do que precisam.
A parte VII traz discussões sobre técnicas e ferramentas
para análise da disseminação. O uso de representações gráficas como grafos e
diagramas podem ajudar a entender o processo de disseminação e até mesmo
auxiliar em cálculos de velocidade e alcance.
terça-feira, 14 de maio de 2019
Livro sobre a verdade e veracidade de dados
A verdade está nos dados ou não? Discussões
sobre o que é verdadeiro na era do Big Data, das fake news e da pós-verdade
A ideia deste livro não é
filosofar sobre a verdade. Queremos saber como chegar à verdade, de preferência
com base em dados ou fatos. Em alguns casos, a verdade é única. Por exemplo, “a
Terra é redonda”. Mas a verdade pode mudar ao longo do tempo, quando
conseguimos novas informações (as quebras de paradigmas bem discutidas por
Thomas Kuhn). Duas pessoas podem discordar sobre uma temperatura (está quente
ou frio?). Também é verdade que pessoas enxergam fisicamente de forma
diferente. As percepções sensoriais podem nos enganar. E a memória pode nos
trair.
Entretanto, em alguns casos, não
podemos admitir diferentes verdades. Temos que respeitar as opiniões contrárias
mas buscar a verdade única. No julgamento de um réu por assassinato, a verdade
tem que ser uma só de duas opções. No tocante também a tratamentos médicos e
vacinas, ninguém que ser paciente de um médico que não sabe qual medicamento
indicar. A meia verdade ou as verdades relativas podem matar tanto quanto a
falta de conhecimento.
É preciso buscar a verdade, ainda
que não a tenhamos no momento. Precisamos de métodos científicos, técnicas para
coleta de dados, observações, experimentos, simulações, precisamos de instrumentos
e de modelos teóricos. Precisamos validar modelos, confirmar teorias e refutar
hipóteses falsas. Se não houver certeza, que então trabalhemos com estatística
e probabilidade.
Precisamos dados, fatos e
evidências. Temos muitos dados (Big Data) à disposição e temos ferramenta para
análise. Precisamos sincronizar dados, ferramentas e mentes para entender o que
os dados nos dizem. Discutiremos como coletar dados com as novas tecnologias de
Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Mas também discutiremos que a
análise dos dados também pode levar a interpretações equivocadas ou dúbias.
A quem se destina este livro:
·
Jornalistas que queiram procurar e escrever
sobre fatos e verdades;
·
Cientistas que estão procurando verdades em seus
experimentos e observações;
·
Analistas e cientistas de dados que queiram
extrair a verdade de seus dados;
·
Leitores e cidadãos críticos que queiram
entender como as verdades são desviadas e que então desejem saber como chegar
até as verdades lendo textos de fontes confiáveis;
·
Pessoas que queiram entender as limitações
humanas para armazenar e transmitir informações, o que gera confusões de fatos
e opiniões;
·
Profissionais que queiram saber como transmitir
mais precisamente fatos e informações;
·
Pessoas que desejam entender como separar fatos
de interpretações;
·
Pesquisadores que precisam entender que a coleta
de informações por humanos é falha e possui limitações (e como isto acontece);
·
Profissionais que trabalham com observação de
fatos e que procuram fazer registros mais fiéis de dados;
·
Sociólogos e filósofos que estão tentando
entender o comportamento humano na era da Pós-Verdade;
·
Profissionais de tecnologia de informação,
software, computação e sistemas automatizados que queiram entender os equívocos
possíveis na coleta, armazenamento e transmissão de dados digitais;
·
Profissionais que precisam avaliar a
credibilidade de fontes de informações;
·
Profissionais de saúde preocupados em saber as
melhores práticas e medicamentos para cada diagnóstico.
Livro na Amazon
terça-feira, 7 de maio de 2019
Slides da palestra no GUBI/SUCESU
Aqui estão os slides da minha palestra no dia 07/05/2019 no Grupo de Usuários de BI, da SUCESU/RS.
https://www.intext.com.br/palestra_sucesu.pdf
Título: ESTRATÉGIAS PARA ANÁLISE INTELECTUAL DE DADOS
Resumo:
A palestra discute a importância de se coletar dados corretos para análise, os cuidados na preparação de amostras para análise e as dificuldades na interpretação dos resultados. Também abordará técnicas intelectuais e novas formas para coleta e análise de dados, envolvendo novas tecnologias de Big Data, mapas conceituais, storytelling, associações visuais e incorporação de sinais fracos. Por fim, serão discutidas formas de avaliar a validade dos conhecimentos descobertos por processos de Analytics e Data Mining.
https://www.intext.com.br/palestra_sucesu.pdf
Título: ESTRATÉGIAS PARA ANÁLISE INTELECTUAL DE DADOS
Resumo:
A palestra discute a importância de se coletar dados corretos para análise, os cuidados na preparação de amostras para análise e as dificuldades na interpretação dos resultados. Também abordará técnicas intelectuais e novas formas para coleta e análise de dados, envolvendo novas tecnologias de Big Data, mapas conceituais, storytelling, associações visuais e incorporação de sinais fracos. Por fim, serão discutidas formas de avaliar a validade dos conhecimentos descobertos por processos de Analytics e Data Mining.
sexta-feira, 26 de abril de 2019
Como detratar ou elogiar algo a partir do mesmo dado
Imagine que um administrador de um hospital municipal, que
atende somente SUS, apresente o gráfico a seguir, com o indicador de número de cirurgias
agendadas por ano (ano x número de cirurgias de todos os tipos e para todos
tipos de pacientes).
Para Elogiar
a) Houve um grande aumento de 13,9% de um ano para outro.
b) A inclinação do gráfico pode ser jogada para cima (neste
gráfico, está próximo de 30 graus).
c) Esse é um aumento maior em relação a aumentos em anos
anteriores (entre 2016 e 2017, houve baixa; entre 2015 e 2016, o aumento foi de
10%)
d) O aumento ocorreu porque “nós fizemos isso e aquilo”.
e) 12% das cirurgias foram feitas em pessoas carentes e
minorias étnicas.
f) Ainda houve redução no tempo de uso das salas cirúrgicas,
o que permite abrir espaço para mais cirurgias.
g) O número de cirurgias plásticas aumentou 23%.
Para Detratar
a) Houve um pequeno aumento de 13,9% de um ano para outro.
b) A inclinação do gráfico pode ser jogada para baixo (neste
gráfico, está próximo de 30 graus).
c) Esse é um aumento menor em relação a aumentos em anos
anteriores (por exemplo, entre 2014 e 2015 o aumento foi de 15%).
d) O aumento foi pequeno porque não foram feitos
investimentos adequados.
e) Somente 12% das cirurgias foram feitas em pessoas
carentes e minorias étnicas (a maioria das cirurgias foi feita em pessoas que
têm poder aquisitivo para pagar por uma cirurgia).
f) Houve aumento no número de cirurgias mas o custo por
cirurgia aumentou.
g) Apesar do aumento de 13,9% nas cirurgias, a fila por
cirurgias aumentou 3,5%. E no mesmo período, o número de atendimentos aumentou
30% e a população da cidade aumentou 15%.
O correto a fazer, para saber a verdade
a) Evitar adjetivos (subjetividade); comparar com evoluções anteriores (todas), se aumento ou redução
b) Gráfico de barras permite melhor comparação de
proporcionalidades
c) Quais os dados de anos anteriores
d) O que causou o aumento? Pode ter sido menor ou maior devido
a fatores externos (quais?).
e) Mostrar o % por subgrupos ou setores, usando critérios de
divisão como sexo, faixa etária, classe social, tipo de cirurgia, etc. E
mostrar se houve aumento ou redução em cada setor.
f) e g) Comparar com outros indicadores, por exemplo:
Custo por cirurgia, uso de materiais e recursos,
Quantas cirurgias foram realmente feitas (algumas foram
canceladas)
Quantas tiveram ou terão que ser refeitas por erro médico
Quantas se referem a cirurgias reparadoras por erro médico
em cirurgias anteriores
Avaliar o contexto (evolução na população, evolução de investimentos
e gastos, evolução de outros tipos de atendimentos)
sexta-feira, 5 de abril de 2019
5W2H para entender problemas e necessidades de informação
A técnica dos 5W e 2H é muito útil para várias coisas. Eu já
falei em um post anterior sobre seu uso para verificar a validade/verdade de
conhecimentos descobertos em análises de dados.
Aqui destaco sua aplicação para entender um problema (útil
para Analistas de TI) e para entender uma necessidade de informação (útil para
Analistas de BI).
No 1º caso, a técnica ajuda no processo de análise de
requisitos, para que soluções possam ser buscadas depois.
No 2º caso, a técnica ajuda aos analistas e cientistas de
dados a prepararem os dados para análise.
Entendendo um problema:
What: qual o
problema?
Who: quem está
tendo este problema? Quem mais participa do problema? Quem está relatando,
encontrando ou verificando o problema?
Where: onde
(local físico ou virtual) o problema está ocorrendo? Onde o problema está sendo
verificado?
When: quando o
problema ocorre? É esporádico ou regular? Qual sua frequência? Quando o
problema é notado?
Why: Por que é um
problema (quais seus impactos negativos)?
How: como o
problema ocorre? Que etapas anteriores acontecem? por que o problema acontece? Quais
suas causas (mesmo que aparentes, não confirmadas)?
How much: quão
grande é o impacto deste problema (pode ser especificado numa escala numérica
de 1 a 10 por exemplo)?
Exemplo:
What: há muitas
reclamações de clientes em relação ao atendimento via telefone (SAC)
Who: os clientes relatam;
atendentes do SAC estão envolvidos, bem como seus supervisores
Where: está acontecendo
no SAC (via telefone); as reclamações são recebidas via e-mail (lidos pelos
supervisores do SAC)
When: as
reclamações chegam durante todos os dias, em vários horários
Why: há uma suspeita
que este tipo de reclamação esteja gerando perda de clientes
How: análises
superficiais das reclamações recebidas indicam demora no atendimento e falta de
soluções; as reclamações se originam após atendimentos via telefone
How much: são em
média 20 reclamações por dia.
Entendendo uma necessidade de informação:
What: qual é a
necessidade de informação ?
Who: (origem è
entrega) Quem pode ter esta informação (ou partes de informações que possam
levar à informação desejada)? quem está precisando desta informação?
Where: (origem è
entrega) onde (local físico ou virtual) a informação pode ser encontrada (ou
partes de informações que possam levar à informação desejada) ? onde a
informação deve ser entregue?
When: (origem è
entrega) quando a informação deve ser coletada ou analisada ? É esporádico ou
regular? Qual sua frequência? Quando a informação deve ser entregue?
Why: Por que a informação
é necessária ? que problema ajuda a resolver?
How: como a
informação pode ser encontrada ou descoberta? Que etapas anteriores são
necessárias ?
How much: quão
grande é esta necessidade (pode ser especificado numa escala numérica de 1 a 10
por exemplo)? Qual o volume esperado de dados de entrada e de dados resultantes
desta busca? Quantas vezes esta busca será feita?
Exemplo:
What: precisamos
saber do que exatamente os clientes estão reclamando em relação ao atendimento
no SAC (via telefone)
Who: os clientes
geram as reclamações (via textos em emails), onde então devem estar as
informações para este tipo de análise; quem precisa dos resultados da análise
são os supervisores de atendimento
Where: a
informação está nos emails; o resultado da análise deverá chegar até o setor de
atendimento, mas especificamente nos supervisores
When: seria
importante ter a informação ao final de cada semana
Why: a informação
irá melhorar o atendimento e consequentemente aumentar a retenção de clientes
How: a análise poderá
ser feita por tipo de cliente, por tipo de atendimento, por atendente e por
períodos de tempo; o resultado será na forma de alguns gráficos; será
necessário utilizar técnicas de text mining
How much: são em
média 20 reclamações por dia (e-mails).
sexta-feira, 22 de março de 2019
Como Mitologia e Storytelling podem ajudar na análise de dados
Já sabemos que a intuição pode ser útil na tomada de
decisões.
Intuição é um modo não sequencial de processamento de
informações que combina elementos cognitivos e afetivos e resulta em
conhecimento direto sem uso de raciocínio consciente.
A intuição nos leva à imaginação e às histórias inventadas.
Storytelling é o termo utilizado hoje em dia para
representar a técnica de transmissão de conhecimento através de histórias. Se
você quer que as pessoas lembrem de algo e acredite na mensagem, é melhor dar a
informação no formato de uma história. Quanto mais detalhes (quanto mais rica a
narrativa), mais facilmente a história será tomada como verdadeira.
Os Incas não usavam registros escritos ou desenhos para transmitir
suas memórias. Mas nem por isto suas histórias se perderam, porque usavam muito
bem a transmissão oral. Para fortalecer a memória de quem ouvia, o conhecimento
era transmitido através de histórias. Para Zacks e Swallow (2007, 2010), o ser
humano organiza a atividade mental em hierarquias de eventos, colocando fronteiras
para dividir e entender as partes. Isto ajuda a memorizar e aprender, a entender
o contexto e as sequências e lidar com interrupções. Por isto, o registo de
memórias através de histórias facilita a recuperação.
Mas storytelling não é só contar histórias. Inventar
histórias nos ajuda a entender coisas complexas. É assim que funcionam os
mitos.
Quando temos apenas parte dos dados, procuramos uma
explicação lógica e coerente para associar os dados que temos e preencher as
lacunas.
Podemos então usar a imaginação para ligar fatos,
preenchendo as lacunas com possíveis dados. A intuição e a imaginação nos ajudam
a fazer suposições sobre dados que não estão presentes. Fica mais fácil para depois
procurar evidências para confirmar os dados que foram supostos. Esta é a combinação
perfeita para dados e intuições.
Este tipo de estratégia exige também que façamos as
perguntas certas. Por exemplo, se um vendedor não está com bom desempenho, podemos
perguntar “por que os clientes não querem comprar” ou “o que o vendedor está
fazendo de errado”.
Um exemplo.
Analise o mapa mental abaixo, com dados que já foram
coletados e confirmados.

Uma pergunta que nossa imaginação ou intuição nos impele a
fazer é: os concorrentes também estão tendo reclamações sobre preços?
Isto pode ser verificado coletando dados na Internet (blogs,
fóruns, redes sociais, etc.).
Depois, a dúvida é: estamos perdendo clientes devido a estas
reclamações?
Sendo assim, o nosso mapa mental fica como a seguir.
Aí a imaginação pode inventar histórias que nos ajudem a
completar ou compreender este quadro.
Por exemplo:
a) estamos perdendo clientes para os concorrentes, porque
nossos preços estão acima dos praticados pelos concorrentes.
b) não estamos perdendo clientes mas isto pode acontecer,
porque estamos com preços acima da média e há muitas reclamações.
c) os clientes estão reclamando dos nossos preços, mas não
querem deixar nossos serviços, porque são melhores do que do concorrente.
d) os clientes acham que pagam demais pelos serviços
recebidos.
Todas estas histórias acima nos dão caminhos para procurar
por novas informações.
Por exemplo:
a) vamos perguntar aos clientes que estão nos deixando se
isto é verdade?
b) usar Data Mining para predizer chance de clientes nos
deixarem, com base em mudanças históricas de preços.
c) qual a opinião dos clientes na comparação entre nossos
serviços e dos concorrentes?
d) fazer pesquisa para saber qual o preço adequado para cada
pacote de serviço possível (sondar a possibilidade de pacotes novos ainda não
comercializados).
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